{"id":20707,"date":"2018-03-06T00:43:09","date_gmt":"2018-03-06T00:43:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.espacocatavento.com.br\/?p=20707"},"modified":"2018-03-06T00:43:09","modified_gmt":"2018-03-06T00:43:09","slug":"professor-tambem-estuda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/professor-tambem-estuda\/","title":{"rendered":"Professor tamb\u00e9m estuda!"},"content":{"rendered":"<p>No dia 27 de fevereiro, tivemos o primeiro Grupo de Estudos dos professores em 2018.<\/p>\n<p>Na pauta, discuss\u00e3o e elabora\u00e7\u00e3o do planejamento anual e reflex\u00e3o acerca do reflexo nas rela\u00e7\u00f5es produzido pela exposi\u00e7\u00e3o no Facebook e nas m\u00eddias em geral.<\/p>\n<p>Ainda tivemos o prazer de receber a visita da nossa querida professora Helenice Muniz, que se aposentou neste ano.<\/p>\n<p>Seguem os materiais para que as fam\u00edlias possam tamb\u00e9m refletir conosco.<\/p>\n<p>V\u00eddeo: &#8220;Are you lost in the world like me?&#8221; &#8211;\u00a0<a title=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=NJ3MMU1S1DU\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=NJ3MMU1S1DU\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=NJ3MMU1S1DU<\/a><\/p>\n<p>V\u00eddeo: &#8220;Zygmunt Bauman sobre os la\u00e7os humanos, redes sociais, liberdade e seguran\u00e7a&#8221; &#8211;\u00a0<a title=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=LcHTeDNIarU&amp;t=186s\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=LcHTeDNIarU&amp;t=186s\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=LcHTeDNIarU&amp;t=186s<\/a><\/p>\n<p><a title=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=LcHTeDNIarU&amp;t=186s\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=LcHTeDNIarU&amp;t=186s\">\u00a0<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><a title=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=LcHTeDNIarU&amp;t=186s\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=LcHTeDNIarU&amp;t=186s\"><span style=\"text-decoration: underline; color: #000000;\"><strong>A era do exibicionismo digital<\/strong><\/span><\/a><\/span><\/p>\n<p>O que leva cada vez mais pessoas a abrir m\u00e3o de sua privacidade e divulgar detalhes da sua intimidade nas redes sociais, numa exposi\u00e7\u00e3o sem limites e repleta de riscos<\/p>\n<p>O funk \u201cEla \u00e9 Top\u201d, de MC Bola, onipresente nas pistas brasileiras desde abril do ano passado, descreve uma t\u00edpica garota carioca, de formas, gestuais e vestu\u00e1rio superlativos, que, n\u00e3o contente em chamar a aten\u00e7\u00e3o por onde passa, registra todos os seus provocantes trajes em fotos e os posta nas redes sociais. Tamanho sucesso tem explica\u00e7\u00e3o \u00f3bvia, al\u00e9m do ritmo pegajoso e hipnotizante. O h\u00e1bito da musa de MC Bola \u00e9 adotado por milh\u00f5es de pessoas, homens e mulheres que, desde a mais tenra idade, numa viagem um tanto inconsequente e com altas doses de car\u00eancia, divers\u00e3o e despreocupa\u00e7\u00e3o, abrem m\u00e3o da privacidade e compartilham sua rotina e intimidade nas redes sociais, numa exposi\u00e7\u00e3o sem limites e repleta de riscos. At\u00e9 o presidente dos Estados Unidos embarcou nessa onda egoc\u00eantrica. Na ter\u00e7a-feira 10, Barack Obama, o primeiro ministro brit\u00e2nico, David Cameron, e a premi\u00ea da Dinamarca, Helle Thorning-Schmidt, ganharam a aten\u00e7\u00e3o do mundo ao registrarem um pol\u00eamico autorretrato pelo celular durante o funeral do l\u00edder africano Nelson Mandela.<\/p>\n<p>Ainda que a foto n\u00e3o tenha ido parar em nenhuma rede social, o gesto do poderoso trio \u00e9 uma marca dos dias atuais, tanto que ganhou um nome: selfie. O termo em ingl\u00eas \u00e9 usado para descrever fotos de si mesmo e foi eleito pelo \u201cDicion\u00e1rio Oxford\u201d como a palavra do ano. Se antes as chances de fotografar pessoas e momentos \u00fanicos estavam restritas a, no m\u00e1ximo, 36 poses de um filme, hoje as novas tecnologias possibilitam infinitas tentativas, com os mais diversos conte\u00fados. S\u00e3o in\u00fameras as ferramentas para registrar imagens e lugares, produzir v\u00eddeos e public\u00e1-los na internet, passatempo hoje de milh\u00f5es de usu\u00e1rios das redes sociais. O Brasil se destaca nessa \u00e1rea. Uma pesquisa realizada pela Nielsen detectou que os brasileiros s\u00e3o os que mais usam m\u00eddias sociais no mundo, superando pa\u00edses mais populosos como Estados Unidos, \u00cdndia e China. O levantamento mostra que 75% da popula\u00e7\u00e3o nacional acredita que a principal fun\u00e7\u00e3o do smartphone \u00e9 acessa-las.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas gostam de se relacionar e de contar aspectos de sua vida particular \u00e0s outras e a web potencializou esse comportamento\u201d, afirma Fernanda Pascale Leonardi, especialista em direito digital. \u201cOs brasileiros t\u00eam o h\u00e1bito de se expor, de dizer que v\u00e3o viajar, de contar o que compraram, mas \u00e9 preciso entender que na internet h\u00e1 um n\u00edvel insuficiente de privacidade.\u201d A bacharel em direito Gabriela Fonseca, 25 anos, \u00e9 adepta das redes sociais desde os tempos do Orkut. Por meio dele, por exemplo, conheceu o marido, Bruno Barioni. E pelas novas plataformas descobriu um jeito inovador de organizar seu casamento. \u201cEncontrei minha assessora por meio do Facebook e todos os fornecedores foram contratados pelo Instagram.\u201d Um dia antes da cerim\u00f4nia, Gabriela teve a ideia de pedir para seus convidados desbloquearem as redes sociais para que ela pudesse ter acesso \u00e0s fotos do dia. Com isso, criou-se uma teia de amigos que compartilhavam informa\u00e7\u00f5es sobre o evento. \u201cPercebi que as pessoas come\u00e7aram a usar mais as redes sociais durante as cerim\u00f4nias\u201d, diz. Temos, ent\u00e3o, o que muitos cr\u00edticos apontam como a sociedade do espet\u00e1culo, na qual comemora\u00e7\u00f5es particulares ganham ares de grandes acontecimentos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>A publicit\u00e1ria \u00c2ngela de Carvalho Valad\u00e3o, 23 anos, tamb\u00e9m sempre foi uma entusiasta das redes sociais e tinha necessidade de compartilhar detalhes de sua rotina. \u201cQuando o Instagram surgiu, fiquei bem viciada, postava fotos de tudo o que eu fazia, do que comia ou comprava\u201d, afirma. \u201cN\u00e3o conseguia ficar dois dias sem usar.\u201d \u00c2ngela conta, no entanto, que no ano passado sentiu que era preciso se afastar do Facebook, ap\u00f3s o t\u00e9rmino de um relacionamento. \u201cPublicava letras de m\u00fasicas e frases bem tristes, depois n\u00e3o gostava que as pessoas viessem me perguntar o que estava acontecendo\u201d, conta. Ela percebeu que perdeu o controle da situa\u00e7\u00e3o e deixava que qualquer um participasse de sua intimidade. \u201cFicava incomodada com uma coisa que eu mesma permitia que acontecesse\u201d, conta. Hoje, \u00c2ngela encontrou uma nova forma de usar as redes sociais. A publicit\u00e1ria optou por compartilhar apenas momentos positivos. \u201cAs pessoas continuam comentando o que publico, mas agora estou certa de que s\u00e3o informa\u00e7\u00f5es que realmente quero tornar p\u00fablicas.\u201d Com cerca de 900 fotos publicadas no Instagram e mais de 300 seguidores, \u00c2ngela costuma postar fotos de seus cachorros, momentos com amigos e de si mesma.<\/p>\n<p>\u201cO ser humano criou a necessidade de se expor\u00a0em um grupo virtual. \u00c9 poss\u00edvel criar fantasias nesse mundo e uma imagem daquilo que gostar\u00edamos de ser\u201d, diz Ana Luiza Mano, psic\u00f3loga do n\u00facleo de pesquisa de psicologia em inform\u00e1tica da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo (PUC-SP).<\/p>\n<p>A sociedade vive um momento de supervaloriza\u00e7\u00e3o do \u201ceu\u201d. \u201cAs pessoas constroem a personalidade de forma a ter mais visibilidade, \u00e9 uma maneira de se transmitir para o mundo\u201d, diz Rodrigo Nejm, diretor de preven\u00e7\u00e3o da SaferNet Brasil. E isso ocorre de forma instant\u00e2nea. Uma vez publicado, um post pode receber imediatamente curtidas ou coment\u00e1rios. A celeridade na rea\u00e7\u00e3o dos amigos \u00e9 um dos fatores que trazem bem-estar. Se o grupo se comportar com indiferen\u00e7a, o internauta tende a se sentir um fracassado. \u201cTemos percebido uma ansiedade e um imediatismo muito grande\u201d, diz a psic\u00f3loga Ana Luiza. \u201cMotivadas pelas redes sociais, as pessoas desejam ter uma resposta muito r\u00e1pida e quando isso n\u00e3o acontece acabam passando por um processo de frustra\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Publicar fotos no Facebook se tornou um passatempo divertido para a administradora de empresas Renata Coelho Ricci, 36 anos. Para ela, as redes sociais ganharam outra dimens\u00e3o desde que ficou gr\u00e1vida. \u201cEstava de licen\u00e7a m\u00e9dica do trabalho e criei o h\u00e1bito de publicar fotos da gravidez\u201d, diz. Renata conta que o retorno \u00e9 sempre imediato. \u201cAmigos, fam\u00edlia, pessoas distantes e gente que nem imaginamos curtem nossas fotos.\u201d A administradora pretende continuar publicando as fotos do filho Miguel, hoje com dois anos, e, por enquanto, ainda n\u00e3o se preocupa com o que o ele possa pensar no futuro sobre essa exposi\u00e7\u00e3o involunt\u00e1ria. \u201c\u00c9 uma maneira de deixar as pessoas admir\u00e1-lo.\u201d O soci\u00f3logo S\u00e9rgio Amadeu da Silveira, da Universidade Federal do ABC, alerta: \u201cA maioria das pessoas nem imagina o poder do compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>Tudo o que \u00e9 postado na rede deixa uma esp\u00e9cie de rastro virtual e pode colocar em risco a privacidade do usu\u00e1rio. \u201cAs redes sociais montam um banco de dados de tudo o que fazemos e as empresas v\u00eam se aperfei\u00e7oando nas tecnologias de monitoramento, por isso \u00e9 fundamental pensar em formas de se proteger durante a navega\u00e7\u00e3o\u201d, diz Silveira. Existem diversos riscos impl\u00edcitos no simples ato de publicar uma informa\u00e7\u00e3o pessoal na rede. Sem perceber, os usu\u00e1rios acabam divulgando detalhes importantes acerca de sua rotina. \u201cN\u00e3o \u00e9 recomend\u00e1vel publicar que estamos saindo de f\u00e9rias, que a casa ou o apartamento ficar\u00e1 sem ningu\u00e9m\u201d, afirma a especialista na \u00e1rea digital Fernanda Leonardi. \u201cTamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 aconselh\u00e1vel postar fotos com crian\u00e7as com roupas de praia. As imagens podem ser facilmente usadas por sites de pornografia infantil.\u201d Al\u00e9m disso, o retrato ou o coment\u00e1rio considerado engra\u00e7ado hoje pode se tornar um problema amanh\u00e3. V\u00e1rias empresas olham o conte\u00fado do que os aspirantes a um emprego colocam na internet e, dependendo do que est\u00e1 exposto, eles podem perder a vaga. Outro componente importante \u00e9 o cyberbullying. \u201cAs pessoas que publicam fotos com frequ\u00eancia tornam a sua imagem p\u00fablica e ficam vulner\u00e1veis\u201d, alerta a psic\u00f3loga Ana Luiza. \u201cMuitos usu\u00e1rios perdem o controle sobre a sua imagem e n\u00e3o est\u00e3o preparados para administrar as consequ\u00eancias de uma agress\u00e3o que pode vir de um an\u00f4nimo ou n\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Na contram\u00e3o dos exibicionistas, um grupo de pessoas que parecem estar saturadas dos efeitos causados pelas redes sociais come\u00e7a a ganhar for\u00e7a. Para Rodrigo Nejm, da SaferNet, aparecem os primeiros sinais de cansa\u00e7o digital. Mais poderosa rede social do mundo, o Facebook, por exemplo, come\u00e7ou a registrar uma diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de usu\u00e1rios. \u201cAlgumas pessoas j\u00e1 est\u00e3o migrando para redes sociais que tentam garantir um n\u00edvel maior de privacidade\u201d, afirma Nejm. Isso n\u00e3o significa que a era do \u201cselfie\u201d esteja com os dias contados. Ela \u00e9 um caminho sem volta, dizem os especialistas. Mas, se o exibicionismo digital for feito com responsabilidade e seguran\u00e7a, j\u00e1 \u00e9 um bom come\u00e7o.<br \/>\nhttps:\/\/istoe.com.br\/339503_A+ERA+DO+EXIBICIONISMO+DIGITAL\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elabora\u00e7\u00e3o do planejamento anual e reflex\u00e3o sobre Facebook no 1o Grupo de Estudos de Professores em 2018.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":20709,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,14],"tags":[131,65,22],"class_list":["post-20707","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao-infantil","category-ensino-fundamental","tag-atualizacao-pedagogica","tag-textos","tag-videos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20707","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20707"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20707\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20709"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20707"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20707"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20707"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}