{"id":18773,"date":"2017-09-29T01:05:18","date_gmt":"2017-09-29T01:05:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.espacocatavento.com.br\/?p=18773"},"modified":"2017-09-29T01:05:18","modified_gmt":"2017-09-29T01:05:18","slug":"espaco-aberto-ef-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/espaco-aberto-ef-3\/","title":{"rendered":"Espa\u00e7o Aberto EF"},"content":{"rendered":"<p>Os Espa\u00e7os Abertos s\u00e3o Reuni\u00f5es Pedag\u00f3gicas que acontecem no in\u00edcio do ano e ao final de cada per\u00edodo do Ensino Fundamental, tendo como objetivo discutir<span style=\"font-weight: inherit; font-style: inherit;\">\u00a0temas de interesse das fam\u00edlias, apresentar o trabalho pedag\u00f3gico e entregar as atividades avaliadas e boletins dos Per\u00edodos.<\/span><\/p>\n<p>No m\u00eas de setembro, tivemos mais um encontro com as fam\u00edlias e encaminhamos abaixo os textos debatidos para reflex\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Espa\u00e7o Aberto \u2013 Turma 1A<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>9 FORMAS DE FAZER SEU DIA A DIA COM AS CRIAN\u00c7AS SER MAIS LEVE<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode deixar seu filho andar descal\u00e7o pela casa, n\u00e3o surtar se ele se arranhar brincando e sofrer menos pensando que foi injusto ele tomar uma bronca do professor<br \/>\nC\u00edntia Marcucci<\/p>\n<p>Pare para pensar em tudo o que voc\u00ea deseja para seu filho e como vai fazer para p\u00f4r isso em pr\u00e1tica. Tente colocar no papel. Provavelmente entre as coisas que voc\u00ea escreveu est\u00e3o fazer com que ele n\u00e3o adoe\u00e7a, n\u00e3o se machuque, fique sempre em ambientes seguros e com pessoas de confian\u00e7a, tenha a melhor educa\u00e7\u00e3o do mundo, esteja preparado para se destacar na vida adulta, cerque-se de amigos incr\u00edveis, possa ter tudo o que voc\u00ea n\u00e3o teve e seja feliz, sempre. At\u00e9 a\u00ed, nada de errado. Afinal, se qualquer pessoa deseja tudo isso para algu\u00e9m que ama, que dir\u00e1 para um filho.<\/p>\n<p>Mas ser\u00e1 que, na melhor das inten\u00e7\u00f5es, voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 exagerando um pouco na prote\u00e7\u00e3o, nas expectativas que coloca na crian\u00e7a e na cobran\u00e7a que faz de si mesmo, como pai e m\u00e3e?<\/p>\n<p>De fato, essa \u00e2nsia em querer ser o melhor pai do planeta, que acaba \u00e0s vezes sendo prejudicial para o desenvolvimento dos pequenos, \u00e9 bem comum. Quem afirma isso \u00e9 a psic\u00f3loga norte-americana Wendy Mogel, m\u00e3e de duas meninas, Susanna, 26 anos, e Emma, 22, especialista em fam\u00edlia, estudiosa das rela\u00e7\u00f5es entre filhos e pais e autora de dois best-sellers sobre educa\u00e7\u00e3o e comportamento nos Estados Unidos:\u00a0<em>The Blessing Of a Skinned Knee<\/em>\u00a0(A Ben\u00e7\u00e3o de um Joelho Ralado, em tradu\u00e7\u00e3o livre) e\u00a0<em>The Blessing of a B-minus<\/em>\u00a0(A Ben\u00e7\u00e3o de um B-, ou seja, uma nota na m\u00e9dia), ambos in\u00e9ditos no Brasil.<\/p>\n<p>Pensando em ajudar esses pais de um jeito muito bem-humorado, a psic\u00f3loga fez uma par\u00f3dia de grupos como os Alco\u00f3licos An\u00f4nimos e Narc\u00f3ticos An\u00f4nimos, o<em>Overparenting Anonymous \u2013 For Those Who Feel Powerless Over Overindulgence, Overprotection, Overscheduling and Expectations of Perfection<\/em>\u00a0(ou Pais Superprotetores An\u00f4nimos \u2013 Para os Pais que se Sentem Impotentes para Combater a \u00c2nsia de Mimar, Superproteger, Superocupar e Ter Altas Expectativas de Perfei\u00e7\u00e3o). \u201c\u00c9 como se os pais fossem mesmo viciados em seus filhos, em fazer com que vivam uma vida perfeita\u201d, explica. Inspirados nos passos para ajudar viciados a deixar de lado o \u00e1lcool ou as drogas, ela criou 13 t\u00f3picos para que m\u00e3es e pais reflitam e tenham uma postura mais tranquila em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia. Com a ajuda de Wendy, CRESCER adaptou nove desses passos, que s\u00e3o voltados para crian\u00e7as pequenas, para a realidade brasileira. Quem sabe eles ajudam voc\u00ea a n\u00e3o cair no v\u00edcio da fam\u00edlia perfeita?<\/p>\n<p><strong>1 &#8211; Antes de se aborrecer, criticar, elogiar ou explicar demais, pense: \u201cPor que estou falando isso?\u201d<\/strong><\/p>\n<p>\u201cOu\u00e7a quatro vezes mais do que voc\u00ea fala, simples assim\u201d, diz Wendy. Se seu filho chegar em casa reclamando que o colega bateu nele, antes de dizer \u201cvou falar com a m\u00e3e dele\u201d, pergunte o que aconteceu, como foi, o que estavam fazendo. Uma crian\u00e7a n\u00e3o pode bater na outra, claro, mas, \u00e0s vezes, seu filho arrancou o brinquedo da m\u00e3o do colega, ent\u00e3o o papo fica bem diferente&#8230;<\/p>\n<p><strong>2 &#8211; Esteja alerta, mas n\u00e3o fique sempre desesperado<\/strong><\/p>\n<p>Repetir para si mesmo: \u201cS\u00f3 por hoje n\u00e3o vou me alarmar se meu filho cair e ralar o joelho. S\u00f3 por hoje n\u00e3o vou sofrer demais se ele chorar na escola quando eu for embora\u201d. Observe primeiro. Veja como ele reage, se consegue se levantar, se o choro passa r\u00e1pido, se ele passa muitos dias chateado. S\u00f3 depois tome atitudes. Wendy conta uma hist\u00f3ria curiosa que viu nas escolas dos EUA. \u201cNo arm\u00e1rio de primeiros socorros havia toalhinhas vermelhas para limpar os machucados das crian\u00e7as para que elas n\u00e3o se assustassem ao ver o sangue. \u00c9 uma superprote\u00e7\u00e3o extrema! Al\u00e9m disso, a maioria dos pequenos adora ver sangue, pois \u00e9 colorido, interessante. Eles precisam ver para aprender sobre o pr\u00f3prio corpo e como ele se cura.\u201d<\/p>\n<p><strong>3 &#8211; N\u00e3o confunda o que a crian\u00e7a quer com o que ela precisa<\/strong><\/p>\n<p>Dispensa grandes explica\u00e7\u00f5es, n\u00e3o \u00e9? Para ficar em um exemplo simples, seu filho n\u00e3o precisa que voc\u00ea o defenda se ele brigar com o primo. Mas ele bem que quer que voc\u00ea fa\u00e7a isso&#8230;<\/p>\n<p><strong>4 &#8211; Entenda que as notas ou o desempenho do seu filho n\u00e3o \u00e9 igual \u00e0 sua nota como m\u00e3e ou pai<\/strong><\/p>\n<p>Separe as coisas. Voc\u00ea e seu filho s\u00e3o indiv\u00edduos diferentes, com caracter\u00edsticas diversas e, embora o que um fa\u00e7a interfira diretamente na vida do outro, as coisas n\u00e3o s\u00e3o assim t\u00e3o p\u00e3o, p\u00e3o; queijo, queijo. Por isso, relaxe. \u00c0s vezes seu filho n\u00e3o \u00e9 bom nas atividades f\u00edsicas, mas vai ser o cara que mant\u00e9m a turma de amigos junta. Abra seus horizontes para entend\u00ea-lo e suavize a autocobran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>5 &#8211; Aprenda a amar as palavras \u201ctentativa\u201d e \u201cerro\u201d. Deixe seu filho errar muito antes da vida adulta<\/strong><\/p>\n<p>Tem coisas que voc\u00ea s\u00f3 aprende experimentando. Isso gera autoconfian\u00e7a, ensina a agir nas diversas situa\u00e7\u00f5es, a testar e a achar o melhor caminho. \u201cNos Estados Unidos t\u00eam muitos grupos de m\u00e3es que estimulam as crian\u00e7as a se desenvolverem. Em um deles, um beb\u00ea de 8 meses estava tentando pegar uma bola e n\u00e3o conseguia. A m\u00e3e teve o impulso de pegar a bola e dar ao filho. Ent\u00e3o a monitora explicou que ela devia se sentar sobre as pr\u00f3prias m\u00e3os e s\u00f3 olhar. O menino come\u00e7ou a se mexer e enrugou o edredom sobre o qual estava brincando. Isso balan\u00e7ou a bola, que foi na dire\u00e7\u00e3o dele e ele conseguiu agarr\u00e1-la. N\u00e3o tinha express\u00e3o mais feliz do que a dele naquele momento\u201d, conta Wendy.<\/p>\n<p><strong>6 &#8211; N\u00e3o tente consertar o que n\u00e3o est\u00e1 quebrado. Aceite a natureza de seu filho. Se ele tiver talento para ser um \u00f3timo cozinheiro, n\u00e3o pe\u00e7a a ele que seja um m\u00e9dico<br \/>\n<\/strong><br \/>\nSeu filho \u00e9 um pouco t\u00edmido? Tem dificuldade de parar quieto e prestar aten\u00e7\u00e3o no que os outros falam? Pense se isso n\u00e3o \u00e9 uma caracter\u00edstica dele. \u201cNem todas as crian\u00e7as v\u00e3o ser boas com idiomas, ou se comportar\u00e3o do mesmo jeito. Isso n\u00e3o \u00e9 sempre motivo para ir a um psic\u00f3logo ou dar rem\u00e9dio. Estamos toda hora procurado algo para culpar e solu\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas. \u00c9 preciso ter mais paci\u00eancia antes de tomar atitudes\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>7 &#8211; Lembre-se: decep\u00e7\u00f5es fazem parte da prepara\u00e7\u00e3o para a vida adulta<\/strong><\/p>\n<p>Quando seu filho for excu\u00eddo de uma brincadeira, n\u00e3o cair na classe dos colegas que ele gosta ou ficar na \u00faltima fileira da apresenta\u00e7\u00e3o de bal\u00e9, n\u00e3o tente reverter a situa\u00e7\u00e3o a qualquer custo.<\/p>\n<p><strong>8 &#8211; D\u00ea ao seu filho tempo para brincar. E evite que depois ele diga que teve a inf\u00e2ncia roubada<\/strong><\/p>\n<p>Procure deixar espa\u00e7os realmente livres na agenda do seu filho, para que ele fa\u00e7a o que quiser ou n\u00e3o fa\u00e7a nada. E deixe que ele se sinta entediado de vez em quando, para aprender a lidar com essa sensa\u00e7\u00e3o, que ser\u00e1 comum durante toda a vida dele. \u201cA dificuldade desse passo \u00e9 ir contra ao que todos os outros pais est\u00e3o fazendo. Se voc\u00ea tem condi\u00e7\u00f5es financeiras e decide n\u00e3o matricular seu filho na nata\u00e7\u00e3o, no ingl\u00eas e nas aulas de pintura, muitas pessoas v\u00e3o dizer que voc\u00ea \u00e9 negligente, como se n\u00e3o estivesse dando o melhor para a crian\u00e7a. Meu conselho \u00e9: seja forte nas suas decis\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p><strong>9 &#8211; Coloque a m\u00e1scara de oxig\u00eanio em voc\u00ea antes de colocar nas crian\u00e7as<br \/>\n<\/strong><br \/>\nNada como voc\u00ea estar feliz e bem resolvido para seu filho se sentir do mesmo jeito. Por isso, cuide de si mesmo! Encontre tempo para sair com os amigos, para fazer algo de seu interesse. Permita-se ter pregui\u00e7a de dar banho nele depois daquela festa e ir para cama com os p\u00e9s sujos (s\u00f3 por hoje!), finja que n\u00e3o viu aquele amendoim que ele enfiou na boca e estava no ch\u00e3o sabe-se l\u00e1 quantos anos. E, n\u00e3o, ele n\u00e3o vai ficar doente por ir descal\u00e7o at\u00e9 a cozinha buscar um copo de \u00e1gua. Para ele ter independ\u00eancia no futuro, passeiem juntos, a p\u00e9, de bicileta, de transporte p\u00fablico. Seu filho aguenta aprender tudo isso. Ele s\u00f3 precisa da sua ajuda. De leve!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/revistacrescer.globo.com\/Revista\/Crescer\/0,,EMI336174-15546,00.html\">http:\/\/revistacrescer.globo.com\/Revista\/Crescer\/0,,EMI336174-15546,00.html<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Espa\u00e7o Aberto \u2013 Turmas 2A e 2B<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>QUANDO A ESCOLA DEIXAR DE SER UMA F\u00c1BRICA DE ALUNOS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Catarina Fernandes Martins<\/strong><\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-18878 size-full\" src=\"http:\/\/www.espacocatavento.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/m\u00e1quina-cabe\u00e7a.jpg\" alt=\"m\u00e1quina cabe\u00e7a\" width=\"493\" height=\"280\" \/>A escola de massas, onde um professor ensina ao mesmo tempo e no mesmo lugar dezenas de alunos, nasceu com a revolu\u00e7\u00e3o industrial mas chegou ao s\u00e9culo XXI. Em dois s\u00e9culos, mudaram os estudantes, mudou a sociedade e mudou o mercado de trabalho. Quando mudar\u00e1 a escola?<\/p>\n<p>A escola do ano 2000 imaginada pelos ilustradores franceses Jean Marc Cot\u00ea e Villemard em 1899<\/p>\n<p>Crian\u00e7as sentadas em fila, olhando para frente. M\u00e3os cruzadas em cima da mesa, numa postura inerte. A secret\u00e1ria do professor fica no extremo esquerdo da sala de aula. N\u00e3o est\u00e1 a ensinar. Os alunos t\u00eam uns capacetes de metal, ligados por uns cabos el\u00e9ctricos a uma m\u00e1quina onde o professor coloca uns livros. A fun\u00e7\u00e3o desse aparelho, compreende-se pela imagem, \u00e9 a de extrair a informa\u00e7\u00e3o dos manuais e introduzi-la directamente nos c\u00e9rebros dos jovens, atrav\u00e9s da transmiss\u00e3o da energia el\u00e9ctrica. Foi assim que os ilustradores franceses Jean Marc Cot\u00ea e Villemard imaginaram e retrataram a escola do ano 2000, num postal que era parte de uma s\u00e9rie produzida para a Exposi\u00e7\u00e3o Universal de Paris, em 1900.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito tempo que a escola se concentra em ensinar aos alunos as compet\u00eancias b\u00e1sicas da matem\u00e1tica, da escrita e da leitura. Agora, estas aprendizagens b\u00e1sicas j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o suficientes. No livro\u00a0<em>The global achievement gap<\/em>, Tony Wagner, investigador de Inova\u00e7\u00e3o na Educa\u00e7\u00e3o no Centro de Tecnologia e Empreendedorismo da Universidade de Harvard, descreve o que est\u00e1 a ser ensinado aos jovens nas escolas, por oposi\u00e7\u00e3o ao que eles deveriam estar a aprender para triunfarem nas suas carreiras, numa economia global.<\/p>\n<p>Wagner defende que a escola deve desenvolver sete &#8220;compet\u00eancias de sobreviv\u00eancia&#8221; necess\u00e1rias para que as crian\u00e7as possam enfrentar os desafios futuros: pensamento cr\u00edtico e capacidade de resolu\u00e7\u00e3o de problemas, colabora\u00e7\u00e3o, agilidade e adaptabilidade, iniciativa e empreendedorismo, boa comunica\u00e7\u00e3o oral e escrita, capacidade de aceder \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e analis\u00e1-la e, por fim, curiosidade e imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Teresa Franco, por exemplo, \u00a0tem 15 anos a partir de Setembro vai frequentar o 10.\u00ba ano no Liceu Rainha Dona Am\u00e9lia, em Lisboa. Decidir-se por uma \u00e1rea de estudos foi complicado, diz: &#8220;N\u00e3o tenho a certeza de nada porque n\u00e3o tenho experi\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p>Quem sabe se por causa das dificuldades que teve em decidir-se por um curso, Teresa defende que a escola deveria promover a intera\u00e7\u00e3o com pessoas com experi\u00eancia nas diferentes \u00e1reas profissionais. Defende que aquilo que faz mesmo falta na escola \u00e9 uma componente mais pr\u00e1tica. At\u00e9 aos seis anos, frequentou uma escola inglesa, a English Preparatory School. Como explica a sua m\u00e3e, Cristina Rebocho, o ambiente era descontra\u00eddo e a autoestima das crian\u00e7as estimulada: &#8220;Ensinavam muito atrav\u00e9s da brincadeira.&#8221; Os momentos de avalia\u00e7\u00e3o aconteciam de forma discreta. As crian\u00e7as pensavam que estavam a fazer uma ficha de exerc\u00edcios normal, quando, na verdade era um teste, e assim n\u00e3o ficavam t\u00e3o nervosos.\u00a0Teresa pensa que os anos que passou nesta escola lhe deram &#8220;estruturas s\u00f3lidas&#8221;. Tamb\u00e9m por causa dessa experi\u00eancia, est\u00e1 convencida de que o ensino deveria ter uma base art\u00edstica. Alguns colegas dizem-lhe que tinham jeito para as artes quando eram pequenos, mas como n\u00e3o tinham tempo foram-no perdendo. Para Teresa, \u00e9 uma pena porque, diz, as artes &#8220;s\u00e3o muito \u00fateis para que nos consigamos expressar e estar mais \u00e0 vontade na rela\u00e7\u00e3o com os outros. E s\u00e3o libertadoras&#8221;.<\/p>\n<p>Quando se fala em mudar a escola e a educa\u00e7\u00e3o, muitos pol\u00edticos, educadores e pedagogos referem, de uma maneira geral, o sistema educativo finland\u00eas. N\u00e3o \u00e9 por acaso: a Finl\u00e2ndia ocupa o primeiro lugar ou os lugares cimeiros nas diferentes categorias testadas pelo Programme for International Student Assessment (PISA), que procura medir as capacidades de leitura e de literacia matem\u00e1tica e cient\u00edfica dos jovens com 15 anos nos 34 pa\u00edses da OCDE.<\/p>\n<p>Um dos professores explica ao investigador aquilo que considera importante na educa\u00e7\u00e3o dos jovens: &#8220;Compreender as raz\u00f5es por detr\u00e1s das coisas, ler, sonhar, falar, encontrar solu\u00e7\u00f5es por si pr\u00f3prio.&#8221;<\/p>\n<p>Na Finl\u00e2ndia as salas de aula s\u00e3o pequenas, as turmas t\u00eam cerca de 20 alunos e o ambiente \u00e9 \u00edntimo e relaxado, com as crian\u00e7as a tratar os professores pelo primeiro nome. H\u00e1 menos aulas expositivas durante o dia e mais tempo para atividades de projeto e para aprofundar as aprendizagens.<\/p>\n<p>Segundo Jo\u00e3o Barroso, aquilo que os empregadores hoje valorizam no estudante &#8211; mais do que aquilo que ele sabe &#8211; &#8220;\u00e9 a capacidade que ele tem de aprender coisas novas, de se adaptar \u00e0s situa\u00e7\u00f5es, de produzir conhecimento, de interagir&#8221;.<\/p>\n<p>Um curr\u00edculo caracterizado pela transdisciplinaridade permite trabalhar a operacionaliza\u00e7\u00e3o dos conceitos, explica Jo\u00e3o Barroso. No ensino tradicional, geralmente \u00e9 a\u00ed que est\u00e1 o problema &#8211; o aluno quer utilizar o conhecimento na sua vida pr\u00e1tica e n\u00e3o sabe como faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Para o investigador, &#8220;os trabalhos desenvolvidos com recurso \u00e0s TIC, uma vez que disponibilizam um grande volume de informa\u00e7\u00e3o, desenvolvem a capacidade de selecionar informa\u00e7\u00e3o, de trat\u00e1-la e de ser capaz de utiliz\u00e1-la de maneira organizada para um objetivo imediato&#8221;.<\/p>\n<p>Para V\u00edtor Teodoro, aquilo que distingue um bom profissional de um mau profissional \u00e9 a autonomia. &#8220;Quando me perguntam o que \u00e9 que eu quero que os alunos sejam, respondo: &#8220;Mais aut\u00f3nomos e capazes do que eu pr\u00f3prio&#8221;.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>https:\/\/www.publi<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-18877 size-large\" src=\"http:\/\/www.espacocatavento.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/O-que-o-mundo-precisa-263x380.jpg\" alt=\"O que o mundo precisa\" width=\"263\" height=\"380\" \/>co.pt\/temas\/jornal\/quando-a-escola-deixar-de-ser-uma-fabrica-de-alunos-27008265<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confiram os assuntos que foram tema de debate na Reuni\u00e3o de Pais do Ensino Fundamental.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18783,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21,1],"tags":[20,40,65],"class_list":["post-18773","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reuniao-de-pais","category-sem-categoria","tag-espaco-aberto","tag-familia","tag-textos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18773","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18773"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18773\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}