{"id":11988,"date":"2016-06-09T00:45:10","date_gmt":"2016-06-09T00:45:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.espacocatavento.com.br\/?p=11988"},"modified":"2016-06-09T00:45:10","modified_gmt":"2016-06-09T00:45:10","slug":"espaco-aberto-ensino-fundamental-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/espaco-aberto-ensino-fundamental-3\/","title":{"rendered":"Espa\u00e7o Aberto Ensino Fundamental"},"content":{"rendered":"<p>Dias 30 e 31\/05, recebemos as fam\u00edlias para o 2<sup>\u00ba<\/sup> Espa\u00e7o Aberto dos alunos do Ensino Fundamental em 2016.<\/p>\n<p>Nessa oportunidade, refletimos sobre a quest\u00e3o da autonomia a partir da discuss\u00e3o de textos e v\u00eddeos. A equipe aproveitou o momento para esclarecer as d\u00favidas das fam\u00edlias com rela\u00e7\u00e3o ao trabalho pedag\u00f3gico desenvolvido em cada turma.<\/p>\n<p>Finalizamos o encontro com a entrega das autoavalia\u00e7\u00f5es, atividades avaliadas e boletins do 1<sup>o<\/sup> per\u00edodo.<\/p>\n<p>Compartilhamos abaixo os v\u00eddeos e textos apresentados nas reuni\u00f5es:<\/p>\n<p>&#8220;Uma crian\u00e7a mimada ser\u00e1 um adulto infeliz&#8221; &#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=yD-EfzjfPaM\">\u00a0https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=yD-EfzjfPaM<\/a><\/p>\n<p>&#8220;Pais e filhos fazem prova&#8221; &#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=sPmpRO60m30\">\u00a0https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=sPmpRO60m30<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&#8220;EDUCAR PRESSUP\u00d5E SEMPRE DESAGRADAR A CRIAN\u00c7A&#8221;, diz psic\u00f3loga Rosely Say\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Especialista acredita que o excesso de zelo adia a conquista da maturidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Por:\u00a0Larissa Roso<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Especialista em quest\u00f5es relacionadas \u00e0 fam\u00edlia e \u00e0 escola, a psic\u00f3loga paulistana Rosely Say\u00e3o acredita que as crian\u00e7as est\u00e3o sendo educadas sob o peso da superprote\u00e7\u00e3o, o que as desconecta da realidade. O excesso de zelo tamb\u00e9m dificulta o desenvolvimento da resili\u00eancia, a capacidade de resistir \u00e0s adversidades e empurra para mais tarde a conquista da maturidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Rosely, falta aos pais, preocupados em demasia com um futuro de sucesso para os filhos, um olhar focado no presente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea aponta a superprote\u00e7\u00e3o dos filhos como um estilo dos pais hoje em dia, independentemente de classe social, econ\u00f4mica e cultural. Onde isso fica mais evidente?<\/strong><br \/>\nEm todas as situa\u00e7\u00f5es que envolvem essa neurose de seguran\u00e7a que a gente adquiriu: filho n\u00e3o sai sozinho, na esquina, na padaria, n\u00e3o usa transporte p\u00fablico. H\u00e1 adolescentes que usam sem os pais saberem, mas n\u00e3o para ir para a escola. Para ir para a escola, ou tem perua, ou o pai leva e busca, e eles v\u00e3o ficando um pouco distantes da realidade. Em casa, eles s\u00e3o muito poupados dos afazeres dom\u00e9sticos com que poderiam contribuir, sempre acham que tem algu\u00e9m que fa\u00e7a. A gente n\u00e3o tem ensinado para os filhos que tudo tem um processo com come\u00e7o, meio e fim. Por exemplo, ir a um anivers\u00e1rio. Tem o antes, que \u00e9 pensar na pessoa, pensar no presente, sair para comprar o presente, pedir para os pais se pode ir, perguntar se os pais podem levar e buscar. Depois tem a festa, o desfrute, e depois da festa tem de ver quem vai buscar. Tudo fica com os pais e, para os filhos, \u00e9 s\u00f3 ir \u00e0 festa. Tomar banho \u00e9 a mesma coisa: \u00e9 s\u00f3 entrar debaixo do chuveiro. N\u00e3o tem a organiza\u00e7\u00e3o da roupa e do banheiro, enxugar o banheiro. Nada disso, para os filhos, faz parte desse processo. Isso tudo \u00e9 superprote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 comum os pais se colocarem contra a escola, atacando o professor ou o m\u00e9todo de avalia\u00e7\u00e3o para defender os filhos.<\/strong><br \/>\nExato. \u00c0s vezes, os filhos reclamam de um colega e os pais v\u00e3o tomar satisfa\u00e7\u00e3o com os pais do outro colega. Briga entre crian\u00e7as sempre vai acontecer, e elas s\u00e3o capazes de resolver. Quando n\u00e3o s\u00e3o, a escola tem de dar conta se elas est\u00e3o l\u00e1. Mas os pais querem resolver tudo, metem-se na vida escolar dos filhos muito intensamente. A escola deveria ser a primeira batalha que a crian\u00e7a aprende a enfrentar por conta pr\u00f3pria. Os pais est\u00e3o com a ideia de que ir bem na escola, passar de ano, ser exitoso \u00e9 um \u00edndice de que eles s\u00e3o bons pais. Eles fazem tudo para que isso aconte\u00e7a. Os filhos v\u00e3o aprendendo que &#8220;se tem problema, meus pais resolvem&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A imaturidade \u00e9 a principal consequ\u00eancia da inf\u00e2ncia e da adolesc\u00eancia poupadas de percal\u00e7os?<\/strong><br \/>\nA maturidade vai ficando mais tardia. Hoje, muitas empresas reclamam demais da falta de compromisso dos seus funcion\u00e1rios mais jovens, uma gera\u00e7\u00e3o que j\u00e1 foi criada assim. Se o chefe d\u00e1 uma bronca, o funcion\u00e1rio j\u00e1 quer sair do emprego. Os pais, resolvendo tudo, n\u00e3o colaboram para que o filho construa a resili\u00eancia, que \u00e9 a capacidade de resistir \u00e0s adversidades, de cair e levantar, de trope\u00e7ar, machucar o joelho, fazer o curativo e seguir em frente. O mundo das crian\u00e7as pequenas \u00e9 absolutamente irreal. As escolas privadas s\u00e3o obrigadas a limpar a areia semanalmente, os m\u00f3veis n\u00e3o t\u00eam cantos, \u00e9 tudo arredondado. As crian\u00e7as n\u00e3o podem vir da escola machucadas que os pais reclamam. Esses pequenos incidentes fazem parte da adapta\u00e7\u00e3o ao mundo. \u00c9 contradit\u00f3rio: a gente diz que os pais n\u00e3o d\u00e3o limites, mas as crian\u00e7as est\u00e3o limitadas em demasia. N\u00e3o pode isso, n\u00e3o pode aquilo, n\u00e3o pode aquele outro. E como \u00e9 realidade da vida que d\u00e1 os limites, a\u00ed, elas n\u00e3o reconhecem esses limites.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma pesquisa recente afirma que os pais andam muito distra\u00eddos com seus smartphones, n\u00e3o prestando aten\u00e7\u00e3o na conversa com os filhos, al\u00e9m de ser comum a troca de mensagens de texto entre pessoas que est\u00e3o na mesma casa. Voc\u00ea acha que a tecnologia est\u00e1 afetando muito as rela\u00e7\u00f5es?<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>Muito. H\u00e1 um percentual muito grande de crian\u00e7as e jovens no mundo que dizem que os pais d\u00e3o mais aten\u00e7\u00e3o ao celular do que a eles. Esse \u00edndice explodiu no Brasil.<br \/>\nA gente vive dizendo que os jovens s\u00f3 querem saber de celular, mas somos n\u00f3s que estamos deixando eles de lado em nome dessas conversas por mensagem instant\u00e2nea e do trabalho que n\u00e3o termina nunca. Quem tem filho precisa se comprometer e honrar o seu compromisso. A gente n\u00e3o educa apenas para que ele tenha um bom futuro. A gente educa para que ele construa um bom futuro tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 pouco voc\u00ea escreveu que \u201cnossa sociedade adulta, infantilizada, adora brincar de faz de conta: fazemos de conta que cuidamos muito bem de nossas crian\u00e7as\u201d. As crian\u00e7as deixaram de ser prioridade na vida dos pais?<\/strong>\u00a0<strong><br \/>\n<\/strong>A gente fez algumas transforma\u00e7\u00f5es no que significa ser prioridade, por conta de o mundo adulto estar infantilizado. Hoje todo mundo \u00e9 jovem, independentemente da idade. O jovem tem um compromisso muito grande consigo mesmo, sobra muito pouco tempo para olhar para os outros. Os pais acham que os filhos s\u00e3o prioridade porque trabalham para dar do bom e do melhor e vivem declarando amor a eles, verbalmente. Mas a paci\u00eancia, a perseveran\u00e7a, isso anda mais escasso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m dessa obsess\u00e3o pela juventude, que outros valores sociais est\u00e3o moldando as fam\u00edlias?<\/strong><br \/>\nO consumo, muitas vezes, determina a posi\u00e7\u00e3o familiar. \u201cQuero isso\u201d, \u201cvou dar isso para o meu filho fazer parte do grupo e n\u00e3o ficar exclu\u00eddo\u201d. A crian\u00e7a fica desacreditada de si porque precisa ter isso ou fazer aquilo para se inserir, e n\u00e3o ser alguma coisa, pensar alguma coisa, ter posi\u00e7\u00f5es. Isso atrapalha muito a autoimagem que a crian\u00e7a constr\u00f3i. Tem tamb\u00e9m a busca desenfreada da felicidade. Ningu\u00e9m \u00e9 capaz de dar felicidade para algu\u00e9m. A gente \u00e9 capaz de preparar o filho para que ele consiga buscar a pr\u00f3pria felicidade, identificar situa\u00e7\u00f5es que possam lhe dar momentos de felicidade. Educar pressup\u00f5e sempre desagradar \u00e0 crian\u00e7a. A\u00ed, a gente acha que a crian\u00e7a est\u00e1 infeliz, n\u00e3o desagrada e n\u00e3o educa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como a internet est\u00e1 influenciando a forma\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as?<\/strong><br \/>\nVou ligar essa quest\u00e3o \u00e0 primeira, sobre a superprote\u00e7\u00e3o. \u00c9 surpreendente que os pais superprotejam os filhos, a ponto de n\u00e3o deixar ir na esquina comprar um p\u00e3o, e os deixem sozinhos na internet muito precocemente. Eles esquecem que a internet \u00e9 uma rua, uma avenida, uma pra\u00e7a p\u00fablica. Talvez a crian\u00e7a e o jovem fiquem t\u00e3o focados nisso que deem menos trabalho aos pais. A gente vai a restaurante e v\u00ea um monte de crian\u00e7a com celular ou tablet. A internet m\u00f3vel \u00e9 um \u201ccala a boca\u201d, \u201cfica quieto\u201d. A\u00ed \u00e9 que a crian\u00e7a aprenderia a socializa\u00e7\u00e3o, como se comportar em locais diferentes com pessoas diferentes. A\u00ed estaria o empenho da fam\u00edlia na forma\u00e7\u00e3o dos filhos. Nas crian\u00e7as e nos jovens, a internet sem tutela provoca aquela ideia do descompromisso: &#8220;Posso fazer e falar o que eu quiser que n\u00e3o tem consequ\u00eancia&#8221;. Mas n\u00e3o \u00e9 a internet em si a respons\u00e1vel por isso. Ela n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico elemento a dar essa ideia para os mais novos, \u00e9 s\u00f3 mais um.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>CONQUISTA QUE VAI DO BER\u00c7O \u00c0 ADOLESC\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Rosely Say\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ultimamente, quase todos consideram a autonomia um objetivo importante a ser alcan\u00e7ado pela educa\u00e7\u00e3o, seja ela praticada em casa ou na escola. A quest\u00e3o \u00e9 que esse conceito tem gerado grandes confus\u00f5es, j\u00e1 que pais e professores nem sempre concordam sobre autonomia poss\u00edvel \u00e0 crian\u00e7a ou ao jovem que vive determinada etapa do desenvolvimento. Por isso discordam quanto ao que se pode exigir dos filhos e alunos ou permitir-lhes. Uma amostra desse conflito est\u00e1 em algumas das quest\u00f5es levantadas por leitores na correspond\u00eancia com a coluna. Vale a pena, portanto, conversar um pouco sobre o tema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiro, \u00e9 bom lembrar: a autonomia \u00e9 algo que se conquista, principalmente pelo aprendizado e\/ou pelas oportunidades oferecidas no relacionamento com os outros para que ela possa ser exercida, experimentada. Ningu\u00e9m nasce aut\u00f4nomo. O ser humano, ao contr\u00e1rio, nasce com completa aus\u00eancia de autonomia. Para sobreviver e viver, a crian\u00e7a depende, por um longo per\u00edodo, dos cuidados dos adultos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, \u00e0 medida que se desenvolve, ela tem acesso progressivo \u00e0 autonomia. Esse processo de aquisi\u00e7\u00e3o de autonomia termina ao final da adolesc\u00eancia, com a maturidade. Se, entretanto, o potencial para a aquisi\u00e7\u00e3o da autonomia caracter\u00edstica de determinada idade n\u00e3o \u00e9 respeitado, todo o processo fica comprometido, j\u00e1 que n\u00e3o s\u00e3o as habilidades e as compet\u00eancias realizadas que evidenciam a autonomia da crian\u00e7a, e sim a atitude diante dos problemas da vida e os recursos que tem para usar na busca de solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma leitora reagiu \u00e0 coluna em que comentei o modo de tratar filhos como caf\u00e9-com-leite e comentou: &#8220;Tenho um filho de 18 meses, e voc\u00ea quer dizer que tenho que, desde j\u00e1, dar a ele oportunidade de crescer e alcan\u00e7ar a autonomia e a liberdade?!?!&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim, sim, desde o nascimento esse processo entra em curso. Um filho de 18 meses pode ganhar autonomia para dormir sozinho, para come\u00e7ar a aprender a usar o banheiro e a deixar as fraldas, para reconhecer situa\u00e7\u00f5es do ambiente que ainda s\u00e3o perigosas para enfrentar sozinho e para pedir ajuda, por exemplo. Se, apesar de ter potencial para realizar tudo isso, os adultos que o rodeiam n\u00e3o permitem que o fa\u00e7a, n\u00e3o exigem dele esfor\u00e7o nessa conquista e fazem tudo por ele, o desenvolvimento rumo \u00e0 autonomia j\u00e1 come\u00e7a a ficar comprometido. E -insisto- n\u00e3o se trata de treinar habilidades, mas de ensinar uma atitude de independ\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claro que, aos 18 meses, o filho n\u00e3o pode, por exemplo, escolher se quer ou n\u00e3o ir ao m\u00e9dico, tomar ou n\u00e3o um medicamento de gosto desagrad\u00e1vel, decidir com quem vai ficar enquanto a m\u00e3e trabalha. Do mesmo modo, nessa idade a crian\u00e7a n\u00e3o tem meios para controlar seus impulsos. E \u00e9 a\u00ed que se expressa a confus\u00e3o de pais e professores. Eles imaginam que a crian\u00e7a dessa idade ou um pouco mais j\u00e1 tenha autonomia para compreender uma regra e respeit\u00e1-la. N\u00e3o tem.<\/p>\n<p>Se uma crian\u00e7a n\u00e3o deve brincar com um objeto, a proibi\u00e7\u00e3o deve ser sustentada pela a\u00e7\u00e3o dos adultos. Isso porque a crian\u00e7a n\u00e3o se regula: ainda n\u00e3o atingiu autonomia para tanto. Est\u00e1 na fase heter\u00f4nima, ou seja, precisa que os adultos regulem seu comportamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas isso \u00e9 bem diferente de impedir que a crian\u00e7a aprenda a fazer o que j\u00e1 tem condi\u00e7\u00f5es de fazer. Outra leitora escreveu bem preocupada com um primo de oito anos que \u00e9 tratado com prote\u00e7\u00e3o excessiva. Segundo ela, essa crian\u00e7a dorme na cama com a m\u00e3e, n\u00e3o pode &#8220;tomar sereno&#8221; nem ficar sem sapatos e n\u00e3o sabe sequer limpar-se sozinha ap\u00f3s usar o banheiro. Como conseq\u00fc\u00eancia, \u00e9 um menino medroso. Pudera! Deve ter a imagem a respeito de si mesmo de que n\u00e3o \u00e9 capaz de viver essas situa\u00e7\u00f5es sozinho, de que n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es para tanto. Mas tem. Por\u00e9m, dessa maneira, seu desenvolvimento fica prejudicado.<\/p>\n<p>E volto a insistir: n\u00e3o se trata apenas de aprender a limpar-se sozinho, mas de adquirir liberdade e autonomia para viver o que j\u00e1 tem condi\u00e7\u00f5es de viver com independ\u00eancia. Essa \u00e9 a li\u00e7\u00e3o mais importante.<\/p>\n<p><strong>ROSELY SAY\u00c3O<\/strong><strong>\u00a0<\/strong>\u00e9 psic\u00f3loga, consultora em educa\u00e7\u00e3o e autora de &#8220;Como Educar Meu Filho?&#8221; (Publifolha);\u00a0<strong>e-mail:<\/strong>\u00a0<a href=\"mailto:roselys@uol.com.br\">roselys@uol.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pais e equipe discutem sobre autonomia, tiram d\u00favidas e recebem atividades avaliadas e boletins.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11993,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21],"tags":[35,65,22],"class_list":["post-11988","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reuniao-de-pais","tag-autonomia","tag-textos","tag-videos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11988","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11988"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11988\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11988"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11988"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.espacocatavento.com.br\/novosite\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11988"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}